sábado, 19 de março de 2022

Conto de aventura "Uma fora da lei"

 

                              Uma fora da lei

 

Por Fernando Souza Silva

 

Olá! Eu me chamo Fernanda... Era uma pessoa normal até o dia que decidi ir a uma biblioteca e pegar o livro “Uma Fora da Lei”.

Lembro-me como se fosse hoje que eu estava estressada e sem rumo e decidi ir até a biblioteca. Fui nas prateleiras e peguei o livro que você sabe o nome.

Quando abri o livro, fui surpreendida por uma luz muito forte em meu rosto e quando abri os olhos estava em uma cidade muito legal. As casas eram supercoloridas, as árvores também, não eram verdes                   

como de costume eram cor de rosa, azuis, roxas etc...

         –  bom. Onde eu estou, meu Deus? apavorada e feliz porque

Aqui é lindo e cheio de graça, mas eu não sei onde estou!!!

  Você está na Cidade dos Sonhos!!!

        – O quê!!? Quem é você? Olha... Eu não sei como vim parar aqui, mas eu quero voltar pra casa. legal?

         –   O quê!!? Você não pode voltar, você é uma Fora da Lei, lembra?

      –  Uma Fora da Lei? Me ajuda! Eu não posso ser presa!!! Só porque eu taquei uma pedra na janela do vizinho ontem!!!

        –  O quê? Não falando que você é uma fora da lei porque não obedece as leis da Rainha Má.

  Olha... Primeira coisa. Sou uma cidadã, obedeço as leis e eu quero 

voltar para casa!

         –  Eu vou explicar. Vamos começar por... Prazer, sou o Arthur, o Príncipe da Cidade dos Sonhos. Está na profecia que você vai derrotar a Rainha Má e salvar nosso povo.

         –    Rainha Má!?!?!? Tô fora, cara! Mas se rolar uma recompensa... Tá bom!

          –  Mas é claro que tem uma recompensa!

          –  Tô dentro, bora lá! Ah! Eu já ia me esquecendo, meu nome é Fernanda.

Então, depois dessa longa conversa, eu topei, mas não fazia a menor ideia de como derrotar a bruxa. o Arthur me levou até a Rainha das Fadas.

Chegando lá a Rainha me deu um cetro mágico. Disse também que, quando eu ficasse cara a cara com a Rainha Má, eu repetisse as palavras mágicas: “De de prim”

Se eu repetisse essas palavras a Rainha Má iria sumir para sempre.

Eu e o Arthur seguimos uma viagem longa e conhecemos uma tribo muito legal. Por sinal, eram criaturas mágicas.

Incríveis! Não só esse da imagem, mas vários! Eu e o Arthur nos divertimos muito, andamos pela floresta encantada, ele me ensinou a subir em nuvens flutuantes que raramente passavam por ali. Foi uma experiência incrível e passamos a noite na tribo.

                               Amanheceu e logo prosseguimos a viagem. De mos tchau às criaturas e 
                     partimos.

Chegando perto do castelo da Bruxa, a paisagem estava ficando escura e sem brilho, pois a maldade dela estava matando a floresta encantada. Olhei para o rosto do Arthur e falei:


  Arthur, não vou conseguir... Não tenho plano.

      –  Você vai conseguir! Está mais corajosa do que antes! Ha ha ha!!!

      –    Ah...!! Engraçadinho! Falou o menino que atrapalhou a viagem porque tivemos que nos esconder o tempo todo, só por você ser um “príncipe lin- do” e as garotas ficarem correndo atrás de você e que- rendo te levar como se fosse um troféu.

  Tá bom... Mas até que você se divertiu fugindo das meninas!

  Haha. !!

  Vamos?

  Vamos.

Fomos. O Arthur lançou o feitiço do sono nos guardas, mas não vá pensando que foi tão fácil. O pozinho do feitiço acabou e nós fomos pegos.

   Eu quero ver quem vai salvar vocês!! disse a Bruxa E esse cetro deixa   que eu fico com ele! Ha ha ha!!! Ela trancou a porta do calabouço e foi embora.

        Arthur e eu ficamos muito tristes, pois sabíamos que ela iria nos matar Mas eu vi uma orelha azul na janela. Era nosso amigo Fred! Eu tinha esquecido de apresentá-lo! Ele era uma dos seres mágicos que nos ajudaram. Fred era criatura perfeita para passar por uma janela tão peque- na. Ele nos ajudou, pegou as chaves (não pergunte como, pois eu não sei), nos soltou e fomos todos para a sala da Rainha.

A turma do Fred estava distraindo a malvada, enquanto nós três pegávamos o cetro. Então, final- mente, conseguimos! Mas lá vinha um guarda da Rainha dizendo que tínhamos fugido. Ela olhou para o lado, nos viu e ordenou:

  Peguem-nos!

Mas aí o Fred gritou:

  É guerra!

                            Então os guardas começaram a brigar com as criaturas mágicas, a turma do Fred.

Enquanto isso, eu corria pra chegar perto da Rainha Má. Quando cheguei perto dela, estendi o cetro e disse:

  De de prim!!!

Então, a Bruxa virou pó e, ao invés de os guardas ficarem tristes, todo mundo começou a pular de felicidade! A cor da floresta voltou ao normal, fizeram uma festa enorme para mim, todo mundo me chamava de “Fora da           Lei” e o povo me pediu um discurso. Então eu discursei:

   Olá, pessoal! Meu nome é Fernanda, na verdade, eu queria dizer que eu não teria conseguido fazer nada se não fosse pelo Arthur, pelo Fred e a tribo das criaturas mágicas. Sou grata por todo carinho, mas, infelizmente, terei que voltar para casa. Adeus, meus amigos!

  Tchau!!

  Adeus!!

  Até mais!!

O portal de voltar para casa estava aberto. Lembrei-me como se fosse hoje que tive que dizer adeus aos meus amigos Arthur e Fred. Na despedida choramos muito, abracei os dois e atravessei o portal com os olhos cheios de lágrimas.

Quando abri os olhos novamente, estava na biblioteca. O livro estava lá, peguei emprestado e vou devolver quando eu morrer, afinal, eu sou uma Fora da Lei.

A recompensa, neguei porque fiz amigos e isso não tem preço!

 

Autora: Fernanda Souza Silva (7º Ano)

 EMEF João Amós Comenius DRE - FB

Professor orientador: Paulo Henrique de Oliveira Pequeno

 

Disponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/Antologia_Contos_2020_web-1.pdf 

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