Uma fora da lei
Por Fernando Souza Silva
Olá! Eu me chamo Fernanda... Era uma
pessoa normal até o dia que decidi ir
a uma biblioteca e pegar o livro “Uma Fora da Lei”.
Lembro-me como se fosse hoje que eu
estava estressada e sem rumo e decidi
ir até a biblioteca. Fui nas prateleiras e peguei o livro que você já sabe o nome.
Quando abri o livro, fui surpreendida por uma luz muito forte em meu rosto e quando abri os olhos estava em uma cidade muito legal. As casas eram supercoloridas, as árvores também, não eram verdes
como de costume eram cor de rosa, azuis, roxas etc...
– Tá bom. Onde eu estou, meu Deus? Tô apavorada e feliz porque
Aqui é lindo e cheio de graça, mas eu não sei onde estou!!!
– Você está na Cidade
dos Sonhos!!!
– O quê!!? Quem é você? Olha... Eu não sei como vim parar aqui, mas eu quero voltar pra casa. Tá legal?
– O quê!!? Você não pode voltar, você é uma Fora da Lei, lembra?
– Uma Fora da Lei? Me ajuda! Eu não posso ser presa!!! Só porque eu taquei uma pedra na janela do vizinho ontem!!!
– O quê? Não Tô falando que você é uma fora da lei porque não obedece as leis da Rainha Má.
– Olha... Primeira coisa. Sou uma cidadã, obedeço as leis e eu quero
voltar para casa!
– Eu vou explicar. Vamos começar por...
Prazer, sou o Arthur, o
Príncipe da Cidade dos Sonhos. Está na
profecia que você vai derrotar a Rainha Má e salvar nosso povo.
– Rainha Má!?!?!? Tô fora, cara! Mas se rolar uma recompensa... Tá bom!
– Mas é claro que tem uma recompensa!
– Tô dentro, bora lá! Ah! Eu já ia me esquecendo, meu nome é Fernanda.
Então, depois dessa longa conversa, eu
topei, mas não fazia a menor ideia de
como derrotar a bruxa. Aí o Arthur me levou até a Rainha das Fadas.
Chegando lá a Rainha me deu um cetro mágico. Disse também que, quando eu ficasse cara a cara com a Rainha Má, eu repetisse as palavras mágicas: “De pó de prim”
Se eu repetisse essas palavras a Rainha
Má iria sumir para sempre.
Eu e o Arthur seguimos uma viagem longa
e conhecemos uma tribo muito legal.
Por sinal, eram criaturas mágicas.
Incríveis! Não só esse da imagem, mas
vários! Eu e o Arthur nos divertimos
muito, andamos pela floresta
encantada, ele me ensinou a subir em nuvens flutuantes
que raramente passavam por ali. Foi uma experiência incrível
e passamos a noite na tribo.
Chegando perto do castelo da Bruxa, a paisagem estava ficando escura e sem brilho, pois a maldade dela estava matando a floresta encantada. Olhei para o rosto do Arthur e falei:
– Arthur, não vou conseguir... Não tenho plano.
– Você vai conseguir! Está mais corajosa do que antes! Ha ha ha!!!
– Ah...!! Engraçadinho! Falou o menino que atrapalhou a viagem porque tivemos que nos esconder o tempo todo, só por você ser um “príncipe lin- do” e as garotas ficarem correndo atrás de você e que- rendo te levar como se fosse um troféu.
– Tá bom... Mas até que você se divertiu fugindo das meninas!
– Haha. !!
– Vamos?
– Vamos.
Fomos. O Arthur lançou o feitiço do sono nos guardas, mas não vá pensando que foi tão fácil. O pozinho do feitiço acabou e nós fomos pegos.
– Eu quero ver quem vai salvar vocês!! – disse a Bruxa – E esse cetro deixa que eu fico com ele! Ha ha ha!!! Ela trancou a porta do calabouço e foi embora.
Arthur e eu ficamos muito tristes, pois sabíamos que ela iria nos matar Mas aí eu vi uma orelha azul na janela. Era nosso amigo Fred! Eu tinha esquecido de apresentá-lo! Ele era uma dos seres mágicos que nos ajudaram. Fred era criatura perfeita para passar por uma janela tão peque- na. Ele nos ajudou, pegou as chaves (não pergunte como, pois eu não sei), nos soltou e fomos todos para a sala da Rainha.
A turma do Fred estava distraindo a malvada, enquanto nós três pegávamos o cetro. Então, final- mente, conseguimos! Mas lá vinha um guarda da Rainha dizendo que tínhamos fugido. Ela olhou para o lado, nos viu e ordenou:
– Peguem-nos!
Mas aí o Fred gritou:
– É guerra!
Então os guardas
começaram a brigar com as criaturas mágicas,
a turma do Fred.
Enquanto isso, eu corria pra chegar perto da Rainha Má. Quando cheguei perto dela, estendi o cetro e disse:
– De pó de prim!!!
Então, a Bruxa virou pó e, ao invés de os guardas ficarem tristes, todo mundo começou a pular de felicidade! A cor da floresta voltou ao normal, fizeram uma festa enorme para mim, todo mundo me chamava de “Fora da Lei” e o povo me pediu um discurso. Então eu discursei:
– Olá, pessoal! Meu nome é Fernanda, na verdade, eu queria dizer que eu não teria conseguido fazer nada se não fosse pelo Arthur, pelo Fred e a tribo das criaturas mágicas. Sou grata por todo carinho, mas, infelizmente, terei que voltar para casa. Adeus, meus amigos!
– Tchau!!
– Adeus!!
– Até mais!!
O portal de voltar para casa estava
aberto. Lembrei-me como se fosse hoje que tive que
dizer adeus aos meus amigos Arthur e
Fred. Na despedida choramos muito,
abracei os dois e atravessei o portal com os olhos
cheios de lágrimas.
Quando abri os olhos novamente, estava
na biblioteca. O livro estava lá,
peguei emprestado e vou devolver
quando eu morrer, afinal, eu sou uma Fora da Lei.
A recompensa, neguei porque fiz amigos e
isso não tem preço!
Autora: Fernanda Souza Silva (7º Ano)
EMEF
João Amós Comenius DRE - FB
Professor orientador: Paulo Henrique de Oliveira Pequeno
Disponível
em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/Antologia_Contos_2020_web-1.pdf
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