sábado, 19 de março de 2022

Conto de aventura "Uma força"

 

Uma força

 

Por Gustavo de Oliveira Silva 

Em uma certa noite, um garoto chamado Gabriel, que morava perto de uma mansão abandonada, chamou seus amigos, João e Luan, para se divertirem em sua casa. No meio de tanta brincadeira, os amigos decidiram aventurar-se e entrarem na mansão, para verem o que havia dentro.

Quando entraram na residência, avistaram móveis antigos e cheios de pó, pois ninguém pisava ali havia muito tempo. Não viram nada de mais, só que quando estavam saindo, ouviram o barulho de papel sendo amassado e um disse ao outro:

  Escutaram isso? Perguntou Gabriel.

  O que? Questionou Luan.

  Eu pisei em alguma coisa. – Disse João. Quando os meninos foram ver o que era, encontraram um livro antigo, que estava completamen-te coberto de poeira. Curiosos, pegaram o objeto e o levaram para casa, no intuito de saberem o que estava escrito nele.

Após limparem, estavam ávidos para conhecerem seu conteúdo. Segundo a história escrita nele, havia uma espada de um reino desconhecido chama- do Halia, a qual pertencia a uma pessoa muito importante de que era descendente de um bondoso rei que havia morrido muito tempo. A espada, teria um papel muito importante em Halia, pois somente em boas mãos, o reino conseguiria manter a paz. Ela havia sido roubada por um homem muito mau, chamado Harper. Assim, a terra distante havia ficado desorganizada.

Após lerem sobre a espada e o reino, os meni- nos sumiram do nada, como num passe de mágica e foram teletransportados misteriosamente até Halia. Quando chegaram lá, ficaram surpresos:

   Onde estamos? O que aconteceu conosco? – Perguntou com medo Gabriel.

  Eu não me lembro! me recordo que estávamos lendo aquele livro...

  Gente, vamos parar para pensar... eu acho que o livro nos trouxe até aqui para recuperarmos a espada e salvarmos Halia! – Exclamou animado João.

Começaram então a andar pelo reino e procurar alguma forma de recuperarem a espada. Passavam pelas ruas tentando falar com as pessoas para conseguirem alguma informação, só que todos que abordavam não os entendiam, pois o povo de Halia não falava português.

A noite chegou e os meninos estavam apavorados, pois tudo estava escuro e começava a cho ver. Não demorou muito e a chuva engrossou. Eles tinham que procurar algum lugar, urgente, para se abrigarem. De repente, avistaram uma garota um pouco mais velha do que eles, que aproximou-se, quando os ouviu conversando.

   Olá, vocês falam Português? Quem são vo- cês? Perguntou a menina, animada.

   Somos um grupo de amigos e viemos parar aqui sem querer disse Luan.

   Vamos, entrem para se aquecerem, está chovendo muito!

Os garotos entraram, e acomodaram-se na casa dela, que havia sido cedida por uma antiga senhora de Halia que já havia morrido.

   Oh, desculpe! Na pressa nem nos apresentamos... Eu sou Gabriel, esse é Luan e aquele é o João.

  Muito prazer, eu sou Anna! Como exatamente vieram parar aqui?

Os meninos entreolharam-se e decidiram contar a verdade para Anna...

   Nós estávamos lendo um livro sobre a espada sagrada deste reino, quando, do nada fomos, tele transportados para Halia! Não nos ache bobos, essa é a pura verdade!

Quando os garotos disseram isso, Anna ficou surpresa, os amigos perguntaram o porquê... só que ela não quis conversar mais e mudou o assunto, porém prometeu a eles que os ajudaria. E logo depois foram se deitar.

No dia seguinte, passeando pelas ruas de Halia para conhecerem um pouco mais sobre o reino, as crianças depararam-se com um homem assaltando outro que comprava mantimentos. Anna o reconheceu como sendo um dos capangas de Harper.

Os garotos decidiram segui-lo discretamente, mas a estrada ficava cada vez mais deserta e assustadora, tornando-se mais fácil o capanga descobrir que estava sendo seguido. Só que eles não pararam, disfarçando-se em meio às árvores e plantas que haviam nas beiras da estrada...

Não demorou muito até chegarem ao lugar em que o Harper morava. Eles não poderiam entrar, pois havia outros capangas montando guarda nos portões.

        Os amigos perceberam que o lugar era bem monitorado, pois ninguém, de nenhuma forma, poderia chegar até Harper e a espada. E então, armaram um plano rápido: Anna chegou como se estivesse perdida até os capangas, perguntando se aquela estrada levava até a floresta. Distraídos, não perceberam a entrada dos três amigos e diante da resposta afirmativa, Anna fingiu que foi embora e ficou espiando, escondida.

Após entrarem na casa de Harper, os meninos passaram a procurar pela espada. Harper apareceu bem atrás deles e ficou enfurecido, perguntando aos garotos, em Português, onde eles haviam encontra- do a espada. Naquele momento, perceberam que o próprio livro era o objeto procurado e pretendiam sair correndo, para o entregarem às autoridades. Mas            Harper era um feiticeiro muito poderoso e num lance mágico, prendeu os garotos com cordas vivas, o que fez o malévolo apoderar-se facilmente do livro. Então ele próprio começou a ler trechos em voz alta, nos quais estava escrito que apenas a pessoa descendente do antigo rei benevolente poderia resgatar a tranquilidade para aquele povo. Ele revelou ainda mais: que o objeto havia sido levado por esse antigo rei para uma terra distante e que o livro, assim como ele, tinha o poder de mudar de idioma conforme o lugar que estivesse, quem o lesse ou com quem falasse.

Naquele momento, descendo de mansinho pelas paredes internas da chaminé, chegou Anna, toda esfolada, por trás de Harper, fazendo sinal de silêncio e tomando-lhe de uma só vez o livro. Anna começou a falar alto e em bom som:

– O que você não sabe, Harper, é que EU sou a descendente do antigo rei benevolente! Eu herdei de meu avô a inteligência e os poderes da comunicação! Por isso, este livro é a espada sagrada! Porque não há arma mais poderosa do que um livro!

Dizendo isso, a garota apontou o livro em direção ao medalhão de Harper e todo o mal que havia ali ficou aprisionado na história. Isso acabou com todos os conflitos que haviam em Halia. A paisagem tornou-se viçosa e primaveril.

Os amigos, já libertos, despediram-se da nova rainha, que ao recitar trechos do livro, transportou-os finalmente de volta ao seu mundo, onde tudo  continuava normal.

 

Autor: Gustavo de Oliveira Silva (7º Ano)

EMEF Marli Ferraz Torres Bonfim DRE - CL

Professora orientadora Shirley Rocha Correia


Disponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/Antologia_Contos_2020_web-1.pdf 

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