As trigêmeas
Por Rayssa Batista Silva
Era uma vez, três meninas que viviam no
bosque com a sua avó: Jaque, Jade e
Joyce. Foram cria- das por sua avó,
pois os pais haviam falecido. Viviam muito
felizes, não se preocupavam com nada, principalmente
com os perigos do mundo. Porém, Joyce sempre teve interesse em morar sozinha.
O tempo passou e, ao completar seus 18 anos, Joyce resolveu sair de casa e ir morar por conta própria, suas irmãs admiradas com sua coragem, decidiram ir junto. Com as malas já prontas, foram se despedir de sua avó e ela logo disse:
– Tomem muito cuidado, pois no mundo há muita maldade e eu não estarei lá para protegê-las.
Depois de planejarem por um tempo, as
meninas procuraram um bom lugar
para construir as suas casas e, assim
que encontraram, cada uma começou a procurar engenheiros e arquitetos.
A menina Jaque, que era apressada, falou para os profissionais para fazer a sua casa o mais rápido possível. Os profissionais então disseram:
– Podemos construir sua casa rápido, mas não terá uma boa estrutura!
– Não tem problema, quanto mais rápido melhor! – disse Jaque.
Jade usou as mesmas palavras de sua irmã Jaque e falou para os profissionais que queria sua casa pronta em um mês.
A casa das duas ficou pronta no prazo estabelecido.
Joyce, que era a mais ajuizada, disse
para os profissionais:
– Construam uma casa grande e com uma boa estrutura e muito
resistente para
me proteger das coi- sas ruins que a minha vovó me disse.
É claro que foi a que demorou mais tempo
para ficar completa, mas, no fim, estava muito orgulhosa, e só aí se juntou as suas irmãs para se distrair.
Os dias se passaram e as meninas
se encantavam cada vez mais com as coisas do mundo, mas
Jaque nunca tirou o que sua avó falou da cabeça.
Até que um belo dia, assaltantes que passa- vam perto de suas casas, avistaram as menina e logo disseram:
– Ora, ora, três meninas indefesas!
Ao verem aqueles homens estranhos,
foram cada uma para a sua casa.
Os assaltantes chegaram na porta da casa de Ja- que e disseram:
–
Saia de sua casa sem fazer nada! Se não sair,
invado essa mera cópia de casa.
A menina, com muito medo, não saiu e logo gritou:
– Não saio não!
E vendo a casa com estrutura ruim a sua
frente, arrombaram tão facilmente a
porta que ela voou pelos ares!
Jaque assustada correu para a casa de Jade, que tinha uma casa com o mesmo tipo de estrutura. Quando os assaltantes lá chegaram, gritaram novamente:
– Saiam meninas,
sem fazer nada!
E com martelo, conseguiram colocar a porta da casa de Jade abaixo.
As duas meninas
correram então, apavoradas, para a casa da irmã, que era a mais resistente.
Vendo que as três meninas estavam todas numa só casa, exclamaram, cheios de alegria:
– Saiam meninas! Prometo não fazer nada! Então, elas, não acreditando nas palavras dos assaltantes, imediatamente ligaram para a polícia e eles logo foram presos e no final de tudo perceberam que as meninas não eram tão frágeis como eles pensaram! As irmãs se abraçaram e ficaram muito aliviadas.
Após uma semana acabaram voltando para os
braços de sua avó muito contentes por estarem vivas.
Autora: Rayssa Batista Silva
EMEF Cel. Hélio Franco Chaves DRE - JT
Professora: Fernanda
Noronha Amorim Mondevaim
(Inspirado no conto: Os
três porquinhos. https://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Tr%C3%AAs_Porqui- nhos#Origem, 2020. Disponível em: Acesso em 01/08/2020.)
Disponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/Antologia_Contos_2020_web-1.pdf
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