O tesouro e as três irmãs
Por Ana Karoline Costa Souza
Era uma vez, um homem que morava com
suas três filhas num vilarejo em um
chalé simples. Júlia que era muito vaidosa
e a mais velha das três, Rebeca,
a do meio, que era muito egoísta e por último Clara, a mais nova e mais obediente das irmãs.
Em um dia muito ensolarado, o pai das três ficou muito doente e as chamou até o quarto onde estava deitado.
– Minhas filhas... seu pai está muito doente e perto do fim, mas antes quero que vocês façam um desafio e assim quem ganhar, levará meus bens consigo – disse o homem olhando para as filhas que estavam ao redor de sua cama.
– Que desafio seria esse, meu pai? – perguntou Rebeca.
– Quero que cada uma de vocês traga meu tesouro, que deixei depois do bosque. Esse lugar é vigiado por criaturas mágicas e maldosas, cuidado! – argumentou o pai que que tinha a fadiga estampada em seu rosto.
Depois daquele dia, as três irmãs foram em busca do tesouro, cada uma foi em um caminho diferente, mas que chegava no mesmo destino, o tesouro. Júlia andou pelo bosque, mas com certeza não estava gostando nada, sentia nojo de tudo e medo dos animais que vivam lá, até que ouviu uma voz perto de uma árvore.
– Ei, ei, menina... – falou a voz – e assim se re- velando uma criatura metade cobra e metade pássaro.
– O que queres de mim? – perguntou, Júlia, com receio.
– Você é muito bela! Tenho uma fruta que te tornará a mais bonita do mundo
– ofereceu a criatura uma maçã que brilhava na luz do sol.
Sem esperar, Júlia pegou a maçã e mordeu, sentindo-se um pouco enjoada, sentou-se numa pedra, colocando a mão na cabeça para apoiá-la. Passados alguns segundos, ela pegou seu espelho, que sempre levava consigo e viu que estava com uma aparência horrível. Sentindo-se enganada, começou a procurar a criatura que acabou desaparecendo e levando consigo a joias de Júlia. A mesma, com medo de que alguém visse sua aparência e a julgasse, escondeu-se numa caverna, lamentando-se.
Rebeca por sua vez, estava com um ar de
atitude, usando seu facão
arrancava as árvores que cruzavam seu caminho.
– Esse tesouro será só meu, minhas irmãs nunca conseguirão chegar ao tal tesouro antes de mim – pensou, Rebeca.
Em alguns minutos, Rebeca se surpreendeu vendo umas pequenas criaturas, com olhos enormes como os de cachorros pidões e roupas verdes, da cor das folhas das árvores, bloqueando seu caminho.
– Você arrancou nossas casas! Você vai pagar por isso! – disse uma das criaturas.
– Não me importo com vocês, saiam da minha frente, tenho algo a mais pra me preocupar! – exclamou Rebeca secando o suor da testa.
– Você só se importa com você, o egoísmo te tornou uma pessoa maldosa!
– Após uma criatura dizer isso em um tom alto, um enorme vento forte veio em direção à Rebeca, levando-a para longe, se perdendo em um lugar desconhecido, onde se sentia a solidão passar com as brisas geladas do ambiente.
Enquanto isso, Clara caminhava cantando e se distraindo com as flores e os animais que no bosque ficavam. Até que ela se deparou com uma senhora, que tinha cabelos brancos como algodão e um vesti- do simples roxo.
– Oi, minha senhora! – falou Clara, aproxi mando-se dela.
– Oi, minha jovem, estou precisando de ajuda, estou muito velha para carregar essas mangas. Você poderia levá-las até minha casa? – perguntou a senhora com as mãos nas costas.
Sem demorar muito, Clara ajudou a senhora, levando as mangas até sua casa, que não ficava muito longe do bosque.
– Obrigada, minha linda jovem, e pela sua bondade, te recompensarei com este espelho mágico. Ele te ajuda a encontrar tudo que desejas – disse a Senhora, dando o espelho a Clara. E assim, Clara partiu rumo ao tesouro.
– Queria achar o tesouro, está muito quente!
Logo que Clara disse isso, o espelho mostrou o caminho mais rápido para chegar ao tesouro. Clara seguiu os comandos do espelho e, assim, encontrou o que procurava.
Correu de volta para casa e chegando ao chalé, Clara entregou o tesouro ao pai, que imediatamente abriu e assim se revelando livros e fotos, que pare- ciam bem antigas.
– Filha...
o maior tesouro é o conhecimento e o amor! – explicou o pai abrindo
um livro e passando as páginas.
Alguns meses mais tarde, o pai das três irmãs faleceu e Clara usou os bens herdados para ajudar as pessoas que necessitavam. Rebeca, com seu egoísmo, viveu o resto de sua vida sozinha naquele lugar escuro e solitário. Júlia, com sua vaidade, acabou não voltando para casa e viveu na caverna por muitos anos.
E assim termina a história do tesouro e das três irmãs.
Autora: Ana Karoline Costa Souza
EMEF Brigadeiro Faria Lima
DRE - IP
Professora orientadora:
Eliana Pardo Pulz Doiche
Disponível em: https://educacao.sme.prefeitura.sp.gov.br/wp-content/uploads/2021/03/Antologia_Contos_2020_web-1.pdf
Nenhum comentário:
Postar um comentário